PAISAGISMO

anuncieazul

 

Paisagismo leva natureza às varandas de pequenos apartamentos

Grande parte da população vive em apartamentos, mas isso não significa que seja impossível para estas pessoas terem em suas residências um canto agradável para relaxar em meio a plantas e flores.

Para produzir e manter uma varanda com plantas, os paisagistas Alexandre Braga e Maier Gilbert, da Maier & Ale Paisagismo, ressaltam a importância da escolha das espécies. “Em primeiro lugar, deve-se levar em conta as que tenham folhas mais grossas e resistentes ao vento, pois, devido à altura, plantas colocadas em varandas são mais suscetíveis à forte ação do vento”, explicam.

Segundo eles, existem algumas espécies que são peças-chave na composição de um terraço, pois suportam bem suas intempéries. São elas: pleomeli, léia-rubra, palmeira fênix, beocarnia, dracena arbórea, beaucarnea, clúsia e cyca revoluta.

Também é necessário prestar atenção na insolação do local. Cada planta exige uma incidência específica – umas se adaptam melhor a locais de meia sombra, outras exigem sombra completa e há ainda aquelas que se desenvolvem melhor em locais com bastante sol.

O tamanho dos vasos é outro fator a ser considerado. Para não prejudicar o desenvolvimento da planta, os vasos precisam ter capacidade para suportar o desenvolvimento das raízes. Os paisagistas aconselham fazer uma composição de tamanhos de vasos para dar volume a formar massa verde na área e dar um bom toque ornamental.

Por cima da terra, Maier e Alexandre recomendam colocar pedras brancas, palha, casca de árvore e cinza para irrigação.

Para garantir que as plantas cresçam saudáveis e tenham longevidade, os paisagistas dizem que não se pode esquecer as regas, a adubagem e o combate às pragas.

“Se o terraço tiver um tamanho um pouco maior, havendo espaço, pode ser colocado um banco, namoradeira ou mesinha, que garante que a área externa possa ser mais bem desfrutada pelos moradores e suas visitas”, acrescentam.

Transforme o seu jardim em um ambiente charmoso e sustentável

Transformar o jardim em um ambiente moderno, charmoso e funcional, com o uso de práticas sustentáveis, é possível quando a arquitetura trabalha de forma aliada à engenharia e ao paisagismo.

Segundo a arquiteta Jô Depassier, da Creatio Arquitetos, as três áreas devem trabalhar juntas sempre que possível, pois assim se consegue desenvolver um projeto inteligente, criando possibilidades de adaptar o jardim, jardineiras e canteiros a um sistema de reuso de água.

A água que sai da cozinha (chamada de água cinza), por exemplo, pode ser utilizada para regar as plantas dispostas de forma estratégica. “Para tanto, é necessário desenvolver acima de tudo um projeto paisagístico inovador, implantando a filtragem e reaproveitamento da água, além das belas flores e folhas fundamentais para a harmonia do paisagismo”, comenta a arquiteta.

Outro fator importante é o reaproveitamento de águas pluviais na irrigação de jardins, onde os dutos coletores convergem para um reservatório, onde a água é reaproveitada.

Outra opção interessante que Jô indica são as composições lindas e úteis dos canteiros de ervas, compostos por manjericão, citronela, lavanda, dentre outras. As espécies podem ser escolhidas levando em conta fatores como aroma, sabor, além, é claro, de seus atributos estéticos e ornamentais.

Já existem muitos estudos e pesquisas desenvolvidos por entidades não governamentais preocupadas com os recursos naturais do planeta, que abastecem os profissionais interessados com pesquisas, dados e orientações para execução de pequenas inicativas como estas que não prejudicam a harmonia do ambiente, além de aplicar na prática economia e consciência.

 

 

Grama: 17 mitos e verdades
Texto: Juliana Farano

Por ser um tipo de vegetação utilizado largamente no mundo inteiro, muita gente acha que é simples ter um gramado em casa e que ele exige poucos cuidados. Mas a verdade é que existem dezenas de espécies diferentes, e cada uma tem características muito particulares.

1 Não pise na grama!

O problema está no grau de pisoteio. O trânsito excessivo deixa a terra compactada e dificulta o crescimento das raízes. No entanto, não precisa correr para tirar as crianças do gramado. De acordo com o paisagista Alexandre Galhego, basta usar espécies mais resistentes, como a zoysia, a esmeralda e a tifton. “Mesmo assim, é preciso tomar cuidados extras em espaços pisoteados: preparo do solo, adubação e irrigação”, afirma. Agora, se o seu jardim é forrado por grama preta, pode providenciar a plaquinha de “proibido pisar na grama”. Esse tipo não resiste nem aos pezinhos mais delicados.

2 A urina dos cachorros deixa a grama amarelada.

A urina dos cães tem uma concentração alta de uréia. Cada vez que eles fazem xixi na grama, despejam uma quantidade enorme de nitrogênio. Esse elemento, por ter uma acidez elevada, queima qualquer espécie, deixando-a com um tom amarelado. “Além disso, essa substância pode alterar a composição química da terra, prejudicando o desenvolvimento do gramado e de outras plantas”, explica o paisagista da Flamboyant Paisagismo, Edu Bianco. A solução para quem não abre mão dos bichinhos é adestrá-los para que urinem em um local delimitado.

3 A urina das fêmeas prejudica mais do que a dos machos.

A verdade é que os cachorros costumam urinar pouco e, geralmente, em locais variados para marcar território. Já as fêmeas urinam em maior quantidade de uma só vez e em um só lugar. “Assim, o estrago que elas fazem acaba sendo mais perceptível, mas o prejuízo, no fundo, é o mesmo”, afirma Teodoro Marques da Costa, paisagista e produtor de plantas ornamentais da Mercado Verde.

4 A grama não precisa ser regada, só a chuva já é suficiente.

Todas as plantas, com exceção das desérticas, têm necessidade de regas periódicas. Com as espécies gramíneas não é diferente. “Alguns tipos, como a batatais e a chiva, até podem sobreviver, mas ficarão prejudicadas”, conta Galhego. Ou seja, o gramado pode até resistir, mas para que seja bonito e uniforme, é necessária uma irrigação adequada. Além disso, é importante lembrar que em algumas regiões nem todas as estações do ano contam com um índice pluviométrico satisfatório.

5 A grama pode tirar as forças de outras plantas ao redor.

Na natureza ocorre uma competição por nutrientes, luz e água. Isso acontece com todos os tipos de plantas. No entanto, de acordo com os especialistas, não há como afirmar que a grama é que tira as forças de outras espécies. Ela só atrapalha se entrar no meio de plantas que têm por característica brotação em suas bases, como as moreias, por exemplo. “Com uma adubação regular e de qualidade, a vegetação pode conviver tranquilamente”, afirma Costa.

6 Qualquer tipo de grama necessita de sol.

Mas nem todas suportam o sol pleno. Algumas espécies são apropriadas para a sombra, como a preta, a santo agostinho e a são carlos. Já outras dependem completamente do sol, como a esmeralda e a batatais. Algumas variedades podem adaptar-se e sobreviver em condições de meia sombra. “Ainda assim, elas precisam de pelo menos 50% de luminosidade, ou ainda um mínimo de quatro horas de sol diárias”, explica o engenheiro agrônomo Mauricio Ercoli Zanon, responsável pela produção da Itograss. O segredo é escolher o tipo de grama de acordo com a incidência de luz solar do local.

7 Não é possível ter áreas internas com grama.

Áreas internas não significam necessariamente áreas sem iluminação solar. Portanto, se o espaço tiver uma incidência de luminosidade natural, dá para ter grama sim. A dica é buscar variedades mais tolerantes à sombra, como a são carlos, a santo agostinho ou a preta, e realizar corretamente a manutenção do solo e a irrigação.

8 O clima da região interfere na vida da grama.

Na hora de planejar um gramado, procure espécies que se adaptem ao clima local. Zanon lembra que hoje em dia é ainda mais fácil encontrar tipos apropriados para condições climáticas extremas, com muito frio, ar seco ou muito calor. “Temos produções de grama cultivadas em quase todos os estados”, diz. Escolhendo a grama correta, preparando o terreno de maneira adequada e irrigando e adubando periodicamente, é possível ter um gramado saudável em qualquer lugar.

9 Um bom gramado só se mantém quando ocorre a mescla de várias espécies.

Alguns profissionais indicam mesclas como garantia de qualidade e durabilidade, mas, de acordo com Galhego, esse é um procedimento mais indicado para campos esportivos. “Misturam-se tipos que crescem durante o inverno com outros que se desenvolvem melhor no verão para que os gramados durem o ano inteiro, mesmo sob forte pisoteio”, diz. Para áreas residenciais, isso não é necessário. Com os cuidados adequados e com a escolha de uma espécie apropriada para as condições climáticas da região, o resultado será satisfatório.

10 A grama atrai fungos em áreas úmidas.

Realmente as áreas muito úmidas são propícias para a proliferação de fungos, mas isso independe de estarem cobertas por grama. O que ocorre é a soma de diversos fatores, como a alta umidade e a variação de temperatura. É importante verificar sempre a área gramada para detectar o problema o quanto antes. Assim que descobertos, os fungos deverão ser tratados por um profissional especializado, que irá aplicar os produtos indicados para solucionar a questão sem prejudicar o desenvolvimento das plantas.

11 Grama cresce facilmente em qualquer lugar.

Por ser uma planta vista frequentemente, muitas pessoas acreditam que basta espalhar algumas mudas em qualquer terreno que surgirá um belo gramado. Puro mito! A grama, para se desenvolver com saúde, precisa de um terreno preparado adequadamente, de condições climáticas favoráveis, de luminosidade suficiente e de manutenção constante. Sem isso, não tem negócio!

12 As faixas que vemos nos gramados de campos de futebol são formadas por uma mistura de espécies de grama.

É normal assistir a uma partida de futebol pela tevê e observar desenhos diferentes no gramado. Porém, o que nem todo mundo sabe, é que essas faixas diferenciadas não são tipos diferentes de grama. Tal efeito é conseguido por podas distintas ou então pela aplicação de corantes específicos para este fim.

13 O melhor horário para regar a grama é pela tarde.

O horário pode ser influenciado por diversos fatores, como a quantidade de água disponível, a época do ano e a eficiência do equipamento de irrigação. No entanto, os profissionais alertam que não se pode realizar a rega com sol forte. A manhã pode ser um bom período, pois a água não irá evaporar com tanta facilidade e resfriará a grama conforme as temperaturas começarem a subir. “No inverno, por exemplo, não recomendamos a irrigação logo de manhã ou no final da tarde, pois, caso haja o histórico de doenças no gramado, podem ser criadas condições para o aparecimento de pragas”, explica Zanon.

14 Qualquer terreno pode comportar um gramado saudável.

Existem vários tipos de grama, indicados para todos os tipos de solo, porém, somente escolher a espécie apropriada não garante a saúde e a beleza do gramado. É imprescindível preparar bem o terreno, com adubação, correção e irrigação necessárias às condições climáticas da região. É preciso, por exemplo, adicionar matéria orgânica em solos arenosos, realizar drenagem em solos úmidos e cuidar com atenção da manutenção do gramado. “Tomando os devidos cuidados, é possível implantar um gramado em qualquer terreno”, afirma Galhego.

15 Não é possível manter um gramado saudável em meio à passagem de automóveis.

É certo que em uma área com alto tráfego de veículos a grama não vai durar. “O contato direto do carro com a planta acaba matando-a, restando só a terra e, devido à compactação do solo, fica impossível o desenvolvimento de novas raízes”, explica Bianco. No entanto, para residências, hoje em dia existem soluções que mantêm o aspecto saudável mesmo em meio ao trânsito de automóveis. Trata-se de pisos entremeados de grama, como o concregrama.

16 Devem-se espalhar fertilizantes sobre o gramado duas vezes ao ano.

A terra pode ser comparada a um algodão que sustenta as plantas. Para elas se desenvolverem corretamente, é necessário colocar no terreno alguns nutrientes específicos. No entanto, a periodicidade com que se faz isso pode variar com as condições climáticas, o tipo de solo, a insolação, a espécie de vegetação e o grau de pisoteio. O ideal é sempre realizar as adubações, sejam elas químicas ou orgânicas, no início dos meses de chuvas, pois as plantas absorvem melhor as substâncias presentes no solo. Zanon dá a dica de ouro: “Todo gramado deve ser acompanhado tecnicamente para uma adubação correta e econômica”.

17 O aparecimento de ervas daninhas é normal e ocorre até nos gramados mais saudáveis.

Ervas daninhas podem ser semeadas por pássaros, pelo vento e até pela chuva, e têm uma grande facilidade de germinação, crescendo muito rapidamente em qualquer lugar que conte com luminosidade natural, água e uma mínina quantidade de nutrientes. Logo, o aparecimento delas nos gramados é absolutamente normal. No entanto, quando ocorre uma grande infestação, é sinal de que a manutenção não está sendo feita corretamente. A dica é, literalmente, cortar o mal pela raiz. “Esse tipo de vegetação deve ser retirado pela raiz regularmente”, explica Costa.

Você não pode copiar o conteúdo desta página

error: O conteúdo está protegido!