REFORMAS

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Reforma: por onde começar?

Para muitos, a reforma de uma casa, ou até mesmo de um ambiente, é sinônimo de dor de cabeça. Gastos imprevistos e prazos não cumpridos costumam ser frequentes. Mesmo para quem é especialista no assunto, nem sempre é uma tarefa fácil administrar trabalhadores, fornecedores, entrega de material, prazos e tudo o que envolve o dia-a-dia de um canteiro de obras, seja grande ou pequeno.

Para dar uma ajuda nessa hora e saber por onde dar início à reforma, o Lar Center oferece, no dia 28 de agosto, um curso sobre o assunto. A aula, ministrada pela arquiteta Eliana Tancredi, aborda as etapas de uma obra e ensina o processo a ser seguido, do planejamento até o que deve ser evitado na reforma de ambientes.

Segundo a arquiteta, estar consciente do tamanho da reforma e o que ela representa para o dia-a dia dos moradores é o primeiro passo nesse processo. A partir daí é necessário criar um plano bem detalhado. “O projeto é o cronograma físico e financeiro da obra, daí a importância de ser bem elaborado. Ele deve considerar o orçamento tanto para a mão de obra e os materiais usados, quanto para pequenos imprevistos”, explica Eliana. “O segredo é adaptar o desejo do cliente a sua realidade, por meio de soluções simples e funcionais, onde o bom gosto e bom senso são fundamentais”, completa.

Para quem vai se lançar nessa empreitada e deseja evitar surpresas desagradáveis, a arquiteta recomenda alguns passos:

1- Legalizar a reforma junto aos órgãos oficiais.

2- Ter um projeto definido, detalhado e adequado às necessidades e economias.

3- Tentar obter a planta original do imóvel (estrutura, elétrica e hidráulica).

4- Conhecer e se adequar às regras do condomínio (no caso de apartamento), do horário de trabalho à contratação de caçamba.

5- Definir os serviços e contratação da mão de obra para sua execução (pedreiro, eletricista, pintor, etc.).

6- Definir os produtos (revestimentos, louças, metais, etc.) e orçar os diferentes fornecedores.

7- Mãos a obra!

Aprenda a consertar a pintura descascada

O descascamento na pintura é normalmente causado pela presença de quantidade excessiva de pó na superfície antes da aplicação da tinta. “Esse pó pode ser proveniente de uma superfície de reboco mal preparada. Quando se trata de repintura, tende a ser resultado de uma camada muito antiga de tinta calcinada, já destacando”, explica Valter Bispo, coordenador de produtos das Tintas Eucatex.

Mas, de acordo com Bispo, há ainda outras causas: a aplicação de tinta pouco diluída também gera esse tipo de problema, bem como a presença de umidade na superfície, o que é facilmente detectado, bastando verificar se o local que recebe a tinta está úmido ou molhado. “Caso seja esta a causa do problema, antes de proceder à correção do descascamento, é necessário eliminar a causa da umidade, aguardando a secagem da superfície para então iniciar o sistema de correção”, finaliza.

O bom resultado de uma pintura depende fundamentalmente de uma correta preparação da superfície. Antes de qualquer coisa, deve ser eliminado todo tipo de sujeira, pó, oleosidade, óxido, fungos, umidade, cal e pintura descascada ou solta. Em geral, é necessário lixar a parede e depois limpá-la com um pano.

Quando a superfície estiver completamente seca e na temperatura ambiente, pode ser aplicado o acabamento escolhido. É recomendado passar duas demãos de pintura, deixando secar completamente entre uma mão e outra.

As paredes podem requerer um tratamento prévio com revestimentos como impermeabilizantes, massas especiais para corrigir fissuras e pastas para reduzir as zonas porosas. Estes produtos selam a superfície, evitam que a pintura umedeça ou seja absorvida e permitem uma secagem homogênea.

 

Reforma ideal requer baixo custo, pouca desordem e renovação

A palavra reforma causa arrepios até mesmo nas pessoas mais tranqüilas e otimistas. Imaginar uma equipe de profissionais invadindo a casa, quebrando, sujando, desarrumando tudo e não cumprindo os prazos estipulados é motivo mais que suficiente para perder o sono.

Para o arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris, um bom planejamento evita problemas e dor de cabeça. “Claro que a reforma dentro de uma casa habitada causa alguns desconfortos. Mas com a assessoria de um arquiteto comandando uma equipe de profissionais responsáveis, as reformas são possíveis e no final, os resultados compensam a mudança na rotina da família. A reforma ideal é baseada em três itens: baixo custo, pouca desordem e a renovação de conceitos e materiais que possibilitem um ar de casa nova”, diz Aquiles.

Segundo ele, para o profissional, uma reforma é ainda mais difícil que uma construção. Neste momento o arquiteto precisa ter experiência não só de concepção do projeto, mas também em entender de estrutura, materiais e sistemas construtivos.

O primeiro passo é procurar um arquiteto que deve desenvolver o projeto de reforma completo, contemplando assim, as necessidades da renovação, aliando a funcionalidade à beleza estética. “As opções que o mercado oferece são inúmeras e cabe ao profissional ajudar nestas definições para manter a harmonia do projeto e apresentar ao cliente as novas tendências e novidades”, afirma Kílaris.

Uma vez concluído o projeto, é importante definir um cronograma de obras para que a reforma seja feita passo a passo, em um ambiente por vez, que deverá ser sempre isolado. Esse procedimento evita o tumulto na casa inteira.

Um bom exemplo destas mudanças está relacionado ao uso de azulejos. Atualmente não se usa mais esse material em paredes inteiras. “Em banheiros é feita composição na área molhada do box e pia. No restante, podemos aplicar pintura lisa, textura ou placas de mármore. A mesma dica vale para a cozinha, que recebe material impermeável na área do fogão e até mesmo em locais com adornos decorativos”, disse o arquiteto.

Entre outras novidades que podem ser usadas em uma reforma, está o uso de peças de inox como eletrodomésticos, coifas e apliques na parede, além do marmoglass, um material altamente resistente que concebe um ar contemporâneo ao ambiente. As tintas acrílicas também são uma opção de revestimento. Elas evoluíram bastante, são laváveis e numa reforma, a cor pode ser trocada facilmente.

Para Kílaris, os ambientes integrados merecem cores claras. Tons pastéis e o branco são suas recomendações para composição. Mas nada impede que o profissional trabalhe uma única parede como destaque, utilizando cores fortes ou mesmo aplicação da pedra canjica ou painéis de madeira.

A reforma também pode ser um bom momento para trocar o aquecimento de uma casa por energia solar. Este equipamento já era utilizado anteriormente em menor escala e hoje é encontrado praticamente na maioria das casas novas construídas. “Essas mudanças de hábito demonstram a preocupação com meio ambiente. O aquecimento solar é uma opção muito usada. Praticamente 100% dos novos projetos incluem esse tipo de equipamento”, disse Kílaris.

Em matéria de revestimento, é possível destacar as fibras naturais de bambu e coco, além da madeira plástica ecológica, uma alternativa para não agredir a natureza na hora de construir um deck de piscina. Em contraponto, surge o porcelanato, alternativa elegante e de qualidade que concorre com o mármore e o granito. Antes importado da Espanha, este material teve o custo reduzido depois que passou a ser fabricado no Brasil. Tantas qualidades conquistaram consumidores e profissionais do ramo.

Em projetos comerciais, nada como renovar a empresa com uma fachada nova, aplicando materiais de vanguarda como o vidro laminado espelhado, alumínio ou mesmo as pastilhas de porcelana. Eles renovam o projeto de fachada concebendo uma arquitetura contemporânea e atual. Opções e idéias não faltam. Esta é a hora de renovar e reformar.

 

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