Passeios gratuitos no Guarujá – Parte ll

PASSEIOS 

Dando continuidade da série da passeios e atividades para você aproveitar estas férias de Julho sem precisar gastar nada oumuito pouco.

O turismo no Guarujá decorre das belezas naturais, das praias, ilhas, locais para lazer e passeios, mar e sol. Por tudo isso, Guarujá tem atraído um número cada vez mais crescente de turistas.
Como se pretendesse guardar pra si toda a beleza contida na ilha, o oceano abraçou, com suas águas mornas e cristalinas, esse paraíso de 138 km2. Nas praias de areias brancas e na vegetação da região, a luz reflete todas as cores e maravilhas naturais desse sonho que muitos chamam de “Pérola do Atlântico”.

São várias as opções de lazer que a cidade oferece, como veremos parte delas na apresentação abaixo. Mas você ainda pode fazer a sua caminhada tranquila pelos calçadões das praias, correr, andar de bicicleta, jogar cartas, xadrez, gamão, bilhar, fazer junto com seus amigos um delicioso churrasco, tomar café da manhã, almoçar e jantar nos restaurantes, quiosques, cafeterias, e outros tantos que a cidade oferece.

E mais, se quiser ainda, não faça nada, fique apenas de papos para o ar descansando deitado na rede da sua varanda, lendo um bom livro ou simplesmente vendo a vida passar…

FORTES E FORTALEZAS

FORTALEZA DE SÃO FELIPE E SÃO LUIZ
O forte de São Felipe (também conhecido como de São Luís ou forte de Pedra) foi construído em 1552 e contou com um hóspede ilustre nos seus primórdios: o artilheiro alemão Hans Staden, que foi contratado pela Coroa portuguesa para supervisionar a obra e morou ali durante nove meses. Situado na Ponta da Armação, de frente para Bertioga, esse ponto acabou se tornando a entrada mais fácil para a ilha de Santo Amaro (atual Guarujá).
Reparado em 1765, foi rebatizado de forte de São Luís. A Armação das Baleias foi a primeira indústria de extração e processamento de óleo de baleia. O produto era destinado à iluminação pública da Baixada Santista e de São Paulo, à calafetação de embarcações e à fabricação de betume para a construção civil. O conjunto de edifícios data de 1748 e abrigou atividades até 1825.
A área a ser recuperada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ocupa 300 metros quadrados dos 6 milhões que abrigam a serra do Guararu. Acredita-se que, sob a mata, ainda existam muitos outros vestígios arqueológicos dessa ocupação no século XVI.Guarujá-Bertioga. Situa-se a 27 Km do centro.
Localização: Estrada Guarujá – Bertioga, junto à balsa (ao fim da estrada entrar à direita, no acesso à Prainha Branca, através da Trilha da Praia Branca, na mata).

Como Chegar: O acesso a este forte se faz através de uma hora de caminhada aproximadamente, por trilha em mata fechada.
Visitação: Atualmente disponível para contemplaçã

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ANTIGA FORTALEZA DA BARRA GRANDE

Situada de frente para o estuário de Santos,foi construída pelos espanhóis em 1584. Acesso pela estrada que que vai até a Praia de Santa Cruz dos Navegantes ou pela Ponte dos Práticos(Ponte Edgard Perdigão) em Santos.É um passeio histórico e bastante agradável, que oferece uma bela vista de toda a Baía de Santos.O começo do passeio é na Ponte dos Práticos na Ponta da Praia, em Santos(há opção também pelo Guarujá). Na Ponte dos Práticos embarca-se numa catraia que cobra R$ 2,20 por pessoa correspondente a ida e volta. A Fortaleza que é visível do outro lado da entrada do estuário, trata-se de uma construção datada do século XVI,construida com material disponível na época, além de tijolos africanos trazidos em 1584, muita areia de sambaqui, óleo de baleia e pedras . Na chegada a Fortaleza, feita sobre imensos blocos de pedras,que marca a entrada do porto de Santos, os turistas interessados em pescar podem tentar capturar alguns robalos, corvinas, garoupas e miraguaias. Aos que preferem o passeio, podem usufruir de todo o visual oferecido pelo monumento histórico, que conta com um mirante, onde se tem uma visão de toda a Baía de Santos e a entrada e saida de navios do porto.

A Fortaleza foi construida na rota de piratas, invasores e navegantes.Você conhecerá as instalações que serviram de calabouço, alojamentos e a capela, construida na casa de pólvora em 1742. Nesta Capela, reformada em 1993 pela Unisantos há painél feito pelo artista plástico Manabu Mabe, com 300 mil pastilhas de vidro.
Localização: Bairro de Santa Cruz dos Navegantes – Guarujá, entre as praias Góes e Santa Cruz dos Navegantes.
Como chegar: Embarcação ou trilha
Acesso mais utilizado: as embarcações partem da ponte dos práticos: Edgar Perdigão na Ponta da Praia e, após atravessarem o canal de entrada do porto (10 minutos) chegam a um trapiche próximo à fortaleza.
Acesso por trilha: Pode ser feito pela Trilha da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande
Acessos rodoviários:
– Partindo do Ferry-boat: Avenida Ademar de Barros, Rua Manoel Albino, Avenida dos Caiçaras, Estrada Santa Cruz dos Navegantes.
– Partindo do centro do Guarujá: Avenida Leomil, Avenida Marechal Deodoro da Fonseca, Avenida General Rondon, Rua Miguel Alonso Gonzalez, Estrada Santa Cruz dos Navegantes.
Visitação: As visitas monitoradas são agendadas pela Universidade Católica de Santos / Núcleo de Extensão Comunitária – NECOM.
Telefone: (13) 3228-1240, ramal 1240
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FORTE DOS ANDRADAS
Situa-se na Praia do Monduba, foi inaugurado em 10 de novembro de 1942 com o nome de Forte do Monduba. O Forte fica no extremo sul da Ilha de Santo Amaro , com vista para a entrada da Baia de Santos. Atualmente, as instalações do Forte são conservadas, permitindo ao turista que visita suas dependências ter acesso aos antigos canhões e um túnel com 380 metros de extensão por dentro da rocha que era utilizado para conduzir peças de artilharia até ao alto do morro, onde fica o observatório dos atiradores. O local oferece também uma magnifica vista tanto das praias do Guarujá como da Baía de Santos. O Forte dos Andradas atualmente abriga a 1º Brigada de Artilharia Antiaérea, que integra o Sistema de Defesa Aero Espacial Brasileiro ( SISDABRA ) O passeio pode ser feito nos finais de semana e feriados não chuvosos, com condução e guias cedidos pelo próprio Forte.
Localização: Morro do Monduba
Como chegar:
– Partindo do Ferry-boat: Avenida Ademar de Barros, Rua Manoel Albino, Avenida dos Caiçaras, Praça Valter Belian, – Rua Antônio Marques, Praça Ivete Vargas, Rua Horácio Guedes Barreiro.
– Partindo do Centro: Rua Mário Ribeiro, Rua Cubatão, Avenida General Rondon, Rua Alexandre Miguel Rodrigues, Praça Ivete Vargas, Rua Horácio Barreiro.
Visitação: A entrada é permitida somente com autorização prévia e o atrativo organiza visitas guiadas pelo espaço.
Telefone: (13) 3354-2888
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ARMAÇÃO DAS BALEIAS
Foi a primeira indústria de extração e processamento de óleo de baleias destinado a iluminação pública e se desenvolveu durante o período colonial português.
Segundo estudos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan ) a Armação das Baleias teve importante papel na economia da região. As baleias eram capturadas em alto-mar e arrastadas por cordas até a fábrica , onde seu óleo era extraido. Foi uma matança indiscriminada da espécie.
A construção é de 1748, na praia estreita em que Martin Afonso ergueu a paliçada onde residiu o artilheiro alemão Hans Staden.
Sabe-se que as instalações da fábrica foram ampliadas a partir de 1754, passando a ocupar três mil metros de frente para o canal, até confinar com o mar aberto. Conforme Victor Hugo Mori , posteriormente foram incorporadas as terras denominadas São Pedro de Iporanga e Buracão, destinadas a extração de madeira.
A Ermida do Guaiubê, há mais de 200 anos sofrendo ação das intempéries e dos vândalos e hoje encoberta pelo mato, foi construida nesta época. Segundo a documentação do Instituto, a fábrica possuia residência do capelão; casas de moradia assobradadas; seis tanques de óleo para 100 baleias; engenho de frigir; casas para as amarras; lanchas; senzala para 63 escravos; cais e rampa; edificações para feitores e baleeiros; armazéns e carpintarias para confecção de tonéis, entre outras unidades.
Decadência:
o óleo retirado das baleias, cujo sangue chegava a manchar as águas do canal, servia também para calafetação de embarcações, além de matéria prima para a indústria. Porém o petróleo decretou o fim dessa indústria.
A Aramação das Baleias acabou sendo leiloada em partes ainda no II Império.
O escritor Euclides da Cunha visitou o local em 1904, e registrou:”O reduto secular de Hans Staden está hoje em condições deploráveis – invadido pelo mato, desguarnecido e e mal percebido, denunciado pelas próprias figueiras-bravas que lhe nasceram por toda área da plataforma, e sobre o parapeito, espalhando as suas longas e tortuosas raízes…” Situa-se junto ao “Ferry Boat” Guarujá-Bertioga.
 
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TRILHA – PRAIAS DESERTAS

Esqueça o tumulto da Enseada, o bochicho de Pitangueiras, o surfe do Tombo. O Guarujá tem praias menores, praticamente exclusivas e com um toque de aventura real devido ao acesso difícil por trilhas ou barco. E não são as “quase famosas” Iporanga, Branca e Preta, no caminho para Bertioga. Estas estão voltadas para o oeste, na direção do estuário de Santos. É ali que ficam Góes, Cheira Limão, Sangava e Saco do Major.
O ponto de partida do passeio é a Vila de Santa Cruz dos Navegantes, cujo maior atrativo é a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, de 1584. Obra de colonizadores espanhóis foi construída em lugar estratégico, na entrada da Baía de Santos, para defender a região dos invasores. O forte, de muralhas de pedras espessas, passou por algumas restaurações e hoje está aberto à visitação. Dali, uma caminhada fácil de 15 minutos leva até o Góes, uma linda praia com um píer e até árvore com balanço. Mas há um filete de esgoto correndo a céu aberto e construções irregulares sobre ruínas de um fortim.

Mas sigamos adiante. Do Góes há barcos para as próximas praias, como a Cheira Limão, a menos de dez minutos. Do mar, eu não teria nem a vista não fosse o aviso do barqueiro. É que, além de minúscula – uns 20 metros de extensão -, praticamente desaparece na maré alta. Já na maré baixa, a Cheira Limão ganha outros ares. Com pedras aqui e ali, parece uma pintura, emoldurada pela Mata Atlântica. E o melhor é que vive deserta.
Antes, eu até que tentei fazer o caminho por terra até a mesma Cheira Limão, junto com o guia Lucas. Mas depois de uns 20 minutos de subida íngreme em mata fechada, pisando em solo escorregadio, o caminho desapareceu. Chegamos a um ponto onde teríamos de começar a descer um penhasco abrindo a trilha. A frustração só foi recompensada pelo visual lá do alto: numa brecha da mata, com a luz do meio da tarde, víamos barquinhos e barcões cruzando o estuário de Santos.

Créditos do filme: Repórter Verônica Fraidenraich e o cinegrafista Denis Armelini

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