PRAIAS ISOLADAS

Apesar de isoladas, Praias Branca, Preta e Camburí não são de nudismo.

Nativos recomendam guias para auxiliar com algumas trilhas.

Praia Preta é rodeada por morros com vegetação da Mata Atlântica

A 40 minutos do Centro de Guarujá, no litoral de São Paulo, há um paraíso ecológico que só é possível chegar por meio de trilhas. Entre uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica, estão três praias que, por serem isoladas, muitas vezes são confundidas com praias de nudismo.
A Trilha das Ruínas dá acesso à primeira praia da Serra do Guararú. É a Praia Branca, também chamada de Prainha pelos nativos. O local atrai muitos surfistas que buscam as boas formações das ondas. A Praia Branca tem um diferencial, já que abriga uma comunidade caiçara há mais de um século. O local já possui restaurantes e pousadas para atender os turistas, mas a simplicidade é o maior cartão postal.

Algumas das trilhas que dão acesso às praias precisam de guia.

Dizem os moradores da comunidade Praia Branca que o local foi batizado com este nome pela cor da areia. Grãos branquinhos e mar azul claro complementam o cenário que ainda é rodeado por morros com vegetação da Mata Atlântica e rochas. A praia abriga ainda a Igreja Imaculada Conceição, onde moradores nativos realizam os casamentos e missas.

Além de surfistas ou famílias que só querem relaxar, estas praias são ideais para os aventureiros. Já que para chegar à praia vizinha, a Praia Preta, é preciso encarar uma trilha considerada de nível moderado. Segundo a moradora e coordenadora ambiental da Praia Branca, Claudenice Oliveira Almeida, o percurso tem aproximadamente 800 metros. “Nós sempre recomendamos que estas trilhas sejam feitas com o auxílio de um guia, porque já houve casos de pessoas que se perderam na mata”, diz Claudenice.

Apesar de não ser considerada uma trilha muito fácil, o visual do passeio compensa. Entre as frestas de plantas e troncos de árvores observa-se uma bela visão panorâmica do mar. Perfeito para quem prefere descansar durante a caminhada. As pessoas que prentendem encarar a trilha devem levar um tênis para percorrer este percurso que leva até a segunda praia.

Praia Branca atrai surfistas no fim de semana

Na Praia Preta o visual é um pouco diferente. A cor da areia é mais escura, a extensão da praia é menor e o local é quase deserto. A geografia faz com que muitos banhistas achem que a praia é de nudismo. “Eu moro na comunidade Prainha desde a infância. Várias vezes já vim para a praia Preta e me deparei com turistas nus. Quando eu explico que é proibido eles ficam envergonhados, sempre acham que é permitido o nudismo nesta praia”, conta a coordenadora ambiental Janice de Oliveira.

Outra trilha, um pouco mais longa que a anterior, dá acesso à terceira praia, Camburí, que também tem uma cachoeira para quem preferir um mergulho em água doce. A coordenadora Janice de Oliveira quer levar um projeto às escolas, propondo que o local sirva como ponto para excursões escolares com objetivo didático. “Estudantes podem vir estudar o ecossistema costeiro e também a parte de vegetação. Há inúmeras espécies de animais e plantas para serem analisados. Os alunos podem se hospedar na comunidade Prainha”, propõe Janice.

O acesso à Trilha das Ruínas, que é a trilha inicial para as três praias, é feito pela Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana. Para quem parte do Centro de Guarujá, a rota leva cerca de 40 minutos pela estrada, que também é conhecida como SP-61 Guarujá-Bertioga. 

Na trilha entre as praias é possível observar o mar

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