PRAINHA BRANCA

Prainha Branca um lugar tranquilo.

A praia é bem calma e recebe poucos visitantes, se comparado com outras praias do Guarujá e Bertioga. A Prainha Branca é uma praia para quem busca tranquilidade, mas claro que fora de época. As areais claras e bem limpas são banhadas por um mar que, embora não seja de tombo, apresenta ondas fortes na maior parte do ano.

Sua extensão é de cerca de 1.350 metros. O lugar foi pouco explorado e ainda preserva grande parte de sua beleza natural. A praia conta com uma infraestrutura simples, porém bem organizada. Há campings, pequenas pousadas, mercearia, padaria e bares para receberem os turistas.

Como chegar

De carro: há duas alternativas, ir pelo Guarujá via Imigrantes e chegando lá pegar a Estrada de Pernambuco em direção a Bertioga, quase chegando na balsa chega-se lá. Deixar o carro no estacionamento perto da trilha.

A outra opção é por Bertioga (via Imigrantes) deixar o carro em Bertioga em algum estacionamento atravessar a pé de balsa. Acho esta rota melhor.

‘Prainha Branca’ fica no topo da Serra do Guaraú. Acesso é feito por trilha.

Localizada na Serra do Guaraú, o local fica entre uma das áreas mais preservadas da Mata Atlântica. Para chegar à comunidade, os moradores precisam encarar uma trilha íngreme, tempo da trilha para Prainha Branca varia de 15 á 45 minutos dependendo do seu ritmo. Há seis anos um caminho de pedras foi construído para facilitar a passagem dos moradores. Antes disso, a trilha era de terra batida entre a mata densa.

A trilha é pavimentada e autoguiada. É bem simples de se fazê-la, porém um pouco cansativa, pois há uma tremenda subida. Depois a trilha começa a descer, e logo, chega-se à parte de terra e ao pequeno vilarejo.

Chegando  na praia, do lado esquerdo estão alguns campings e a área preferida dos surfistas – o mar ali é mais forte e possui alguns buracos -, já o lado direito é o mais calmo da praia, não há campings e o mar é mais calmo, perfeito para um banho.

Prainha Branca

Uma comunidade caiçara de Guarujá, no litoral de São Paulo, vive há mais de um século ‘isolada’ no alto de um morro. A comunidade Prainha Branca mantém a tradição e a cultura, implantada nesse povoado quando os primeiros moradores chegaram ao local, no final do século XIX. Atualmente, o local vive do turismo de milhares de pessoas que buscam a paz em uma comunidade que adotou a simplicidade como estilo de vida.

Surfistas sobem a trilha para prática esportiva

Apesar do difícil acesso, os cerca de 500 moradores garantem que são apaixonados pelo lugar e não querem mudar de lá nunca. “Moro aqui há 26 anos. Não tenho vontade nenhuma de sair daqui. Já fui para cidade grande nas férias e é uma vida louca. Aqui é uma vida muito boa. Não tem poluição. É um lugar muito tranquilo, bem família, somos uma comunidade caiçara tradicional”, afirma a monitora ambiental Janice de Oliveira.
A comunidade, apesar de isolada, tem quase tudo que as famílias precisam. São duas escolas, que atendem até a 4º série, uma mercearia, uma padaria, uma igreja, um posto policial, que funciona apenas na temporada de verão, além de diversas pousadas, campings e restaurantes para atender os turistas. O posto policial vira base para atendimento médico uma vez por semana, quando um médico sobe o morro para atendimentos e aplicação de vacinas.

A monitora ambiental Janice de Oliveira conta que após a 4ª série, os jovens têm que descer o morro todos os dias para ir à escola na cidade. Mas que nem por isso deixam de estudar ou trabalhar. “Eu estudo fora e trabalho fora. acham que somo bichos do mato, mas somos civilizados com estudo, faculdade. É bom deitar e acordar com barulho de passarinho cantando na sua janela, então eu não saio daqui. Antes o caminho era de barro, era gostoso porque íamos para a escola de chuteira, chegando lá a gente trocava. Na volta a gente pegava sacos e ia escorregando no barro até embaixo, era muito bom”, relembra Janice.
A segurança é um fator que deixa os moradores tranquilos, os nativos da Prainha são conhecidos como bem-te-vis, pois protegem o seu ninho. “Aqui é seguro, mas à noite geralmente subimos a trilha em grupo. Um espera o outro embaixo, e subimos em grupo de 10 pessoas. Na temporada de verão, quando há muitos turistas, há um posto da Policia Militar para ajudar na segurança. Mas nunca tivemos problemas”, diz Janice.

O local recebe turistas o ano todo, muitos surfistas em busca das ondas com boa formação da praia Branca, e também bastantes estrangeiros, que se identificam com o estilo simples da comunidade caiçara. Os moradores locais querem aproveitar este turismo para trazer recursos para o grupo, por isso, há muitas opções de hospedagem e alimentação. A monitora ambiental Janice ainda criou uma programação, destinada principalmente à excursões de escolas, com opções de aulas de surfe, escalada, rodas de conversa na praia sobre cultura caiçara, exploração da Mata Atlântica, estudo do ecossistema, entre outras atividades.
Os monitores ambientais da Prainha Branca tem curso de primeiros socorros e a monitora Claudenice Oliveira Almeida já até realizou o parto de uma turista. “Ela entrou em trabalho de parto e não teria como descer o morro, aí fizemos o parto dela em cima da mesa do bar. Uma menina nasceu saudável e foi batizada de Maria Branca, em homenagem à comunidade”, relembra Claudenice

Um dos locais preferidos dos moradores, a Igreja de Imaculada Conceição, proporciona aos nativos a chance de um casamento bucólico, em uma pequena igreja na areia da praia, com vista para o mar. Missas são realizadas semanalmente. “A novena de Imaculada é realizada em latim. Somos a única comunidade com reza em latim”, afirma Claudenice. Os moradores também mantém a tradição em festas, que são realizados na praça que reúne as pessoas para festejos juninos, festa da padroeira, entre outras comemorações.

Além do turismo, muitos nativos dependem da pesca para geração de renda. As famílias tradicionais passam horas criando tarrafas para a pesca artesanal. Os peixes frescos são vendidos fora da cidade ou nos próprios restaurantes da Praia Branca. Também é possível acessar a praia via barco ou balsa, mas esta opção quase nunca é utilizada pelos moradores, por ser mais caro. “Quem tem comércio, como a minha mãe que é dona da padaria, opta pela balsa somente quando faz compras, para trazer mercadoria. Mas é uma opção cara, quando estamos com sacolas a balsa custa R$ 80. Então a subida pelo morro é feita diariamente”, diz Claudenice.
O local, além de reunir belezas naturais, trilhas e a praia, atrai por ser um exemplo de uma das únicas comunidades caiçaras da região que mantém a simplicidade no dia a dia, com cultura, tradição, festas e clima amistoso entre moradores e visitantes. 

 

Você não pode copiar o conteúdo desta página

error: O conteúdo está protegido!