MEIO AMBIENTE

Ensine sua família a calcular o consumo de energia

Todos os especialistas fazem coro ao dizer que a consciência do consumo leva a uma atuação ambientalmente responsável. Isso significa um planeta melhor e, quase sempre, economia no bolso.

Para isso é preciso ter no dia a dia a mesma atitude que se tem ao fazer o controle do orçamento familiar. A conta do consumo de energia elétrica não deve ser tratada diferentemente da que se faz com a do supermercado, da escola ou dos gastos com o carro.

Uma maneira simples e divertida de começar esse controle é entender como o consumo de energia pode ser melhor administrado no seu dia a dia e não apenas quando chega a conta de luz, no mês seguinte.

Para chegar a esse cálculo você precisa de quatro passos:

1. Pegar a potência de um aparelho elétrico (esse número, em watts, vem no próprio aparelho ou em seus manuais).

2. Dividir essa potência (P) por 1.000.

3. Multiplicar pelo tempo em que o aparelho ficou ligado (T).

4. Multiplicar pelo custo do kWh de sua concessionária de energia. A conta de luz traz o valor do kWh (kilowatt/hora).

Resumidamente, você terá P (potência) dividido por 1.000 vezes T (tempo). O resultado deverá ser multiplicado pelo valor do kWh.

Exemplo prático: o chuveiro. Uma média de potência é 5.000 watts. No caso de um banho de 20 minutos, a conta será: P (5.000 dividido por 1.000 = 5) multiplicado por T (tempo, que foi 20 minutos por dia x 30 dias = 600 minutos, ou 10 horas). Então, basta multiplicar 5 por 10 horas = 50. Aí multiplique pelo valor do kWh de sua conta (exemplo, R$ 0,30). Só com o banho o gasto será de R$ 15 por mês.

Pense numa casa de quatro pessoas. A conta pula para R$ 60 reais apenas com o chuveiro (fora os impostos que são cobrados em cima do valor da conta). Assim, se o banho for cortado para 10 minutos por dia, uma casa de quatro pessoas deixará de gastar R$ 360 por ano apenas no banho. Dá para economizar em todo o resto. E o planeta lucrará também

Ter em casa sistema de coleta de água da chuva é simples e econômico

Analista de sistemas desenvolve sistema simples de coleta de água da chuva

Idéias simples fazem a diferença. Para o planeta e para o bolso. O mais importante: estão ao alcance de qualquer pessoa. Na impossibilidade de obter água a baixo custo, o analista de sistemas Mauricio de Ávila, 41 anos, desenvolveu em sua casa, na região de Cotia (a 36 km de São Paulo), um sistema de coleta de água a partir da chuva. O que seria uma saída monetária virou, por tabela, uma solução ecológica.

Ávila havia adquirido um terreno de 1000 m² quase dentro de uma mata. No condomínio não havia água encanada. “Os vizinhos abasteciam-se através de poços artesianos e a coleta não existia”, disse. A outra forma de adquirir água era através da compra de caminhões pipa. Um caminhão com 10 mil litros custava R$ 170. Como necessitaria de 15 caminhões por ano, essa conta alcançaria a marca de R$ 2.550 por ano.

Após fazer as contas, Ávila buscou uma alternativa e optou por fazer a coleta de água da chuva. Comprou 12 metros de calhas, duas caixas de água de 5 mil litros, duas bombas de água, 100 metros de mangueira, um rolo de telas de PVC e, incluindo mão de obra, gastou R$ 2.970 e cinco dias de trabalho.

O sistema funciona de forma simples: a água é coletada da chuva diretamente pelo telhado ou pelas calhas e depois é tratada com cloro. A água é utilizada para todas as atividades diárias — como tomar banho, lavar roupas, louças, no banheiro —, exceto para consumo. O custo fica em torno de R$ 55 trimestrais. Isso inclui o honorário de um funcionário, o cloro e a energia gasta pela bomba. Como o sistema vai ser usado por anos, ele vai amortizar o custo de investimento e ainda economizar água tratada.

Ainda durante a instalação do encanamento de sua casa, Ávila deixou um cano exposto ao sol e percebeu que a água saiu morna. A partir dessa observação, passou a deixar de ligar a chave de temperatura do chuveiro no verão, utilizando menos energia elétrica e, consequentemente, ajudando a natureza.

E ele não pretende parar. “Como a região e suscetível à falta de energia, a ideia agora é produzir energia eólica (produzida pelo vento) e armazená-la. O tema sustentabilidade pegou Ávila e ele também aprendeu a reciclar o lixo, “embora não exista uma coleta seletiva na região”. Para isso, ele separa o que é reciclável de resíduos em casa e leva a um grande supermercado da região.

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