Vai casar? Cerimônias “pé na areia” estão em alta

Praias da Baixada começam a atrair o interesse dos casais.

Aline e o noivo planejaram o casamento por 18 meses; cerimônia ocorreu na praia (Foto: Arquivo pessoal)

Aline Marcely Amaral Martines tinha o sonho de trocar as alianças com os pés na areia ao som do mar. E ela fez do casamento dos sonhos realidade em abril deste ano. Aline e o noivo optaram pela praia de Pernambuco, em Guarujá, fugindo do Litoral Norte, que já é um destino consolidado no ramo de casamentos na praia. Aliás, aos poucos, as cidades da Baixada Santista estão entrando neste circuito.

Em Guarujá, local escolhido por Aline, por exemplo, foram realizadas 30 cerimônias em 2017. Nos primeiros cinco meses deste ano, já foram 21, conforme dados da Secretaria de Turismo do município.

 “Casei na Praia de Pernambuco, após um ano e seis meses de preparo e muita ansiedade. No dia anterior choveu demais, mas fui presenteada com um sábado lindo e um pôr do sol perfeito”, relembra feliz.

Nos dez anos de namoro, Bruna Fucci e Alexandre Tomaz da Costa tinham certeza de que o “sim” do casal seria na praia. E, ao longo do tempo, foram alimentando a ideia de casar à beira-mar. Os dois também escolheram Guarujá.

“O estilo caiçara é único. E o prazer de casar com os pés na areia, com o mar ao fundo, é indescritível. Guarujá tem praias incríveis. O difícil realmente foi escolher qual, mas optamos pela praia do Guaiúba, sendo que realizamos a cerimônia pé na areia e a festa em uma casa também pé na areia e tudo ocorreu como o planejado”, conta. “A única coisa que nos atentamos foi em optar por uma sexta-feira, já que os finais de semana as praias costumam ser movimentadas”.

 Para outros, porém, casar na faixa de areia ainda desperta dúvidas e receios tanto por conta da infraestrutura da cerimônia, como também em relação à burocracia e taxas que podem ser cobradas.

Como fazer em Guarujá?

Conforme a secretaria de Turismo de Guarujá, para realizar o casamento na praia, é preciso pagar uma taxa municipal no valor de R$ 1.521,46, que se refere aos serviços relacionados à cerimônia, como reserva de área, manutenção das praias, tributos e arrecadação para o Fundo Municipal de Turismo – verba aplicada às ações de fomento turístico. E, mesmo com a autorização para a cerimônia, ficam proibidos na faixa de areia animais, fixação de tendas e barracas, preparo e manutenção de alimentos e som que perturbe o sossego público.

 A Prefeitura também exige que todas as informações e um croqui da área reservada sejam anexados ao processo. Mais informações podem ser obtidas no e-mail: setur.comissao.eventos@gmail.com.

Bruna Fucci e Alexandre Tomaz queriam um casamento praiano desde o início do namoro 

Ilhabela também é destaque

Ilhabela é um dos locais que mais recebem casamento no Litoral Paulista. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Turismo, são realizadas centenas de cerimônias no município durante todo o ano. O secretário da pasta, Ricardo Fazzini, explica que a ação tem a finalidade de expandir o turismo além da temporada e impulsionar a economia local.

 “O casamento é o segmento do Turismo que mais movimenta o mercado, desde o salão de beleza até os fornecedores de serviços. Cada convidado que vem para Ilhabela chega a consumir em média R$ 1 mil. É importante também, pois as cerimônias ocorrem durante a baixa temporada gerando emprego, fomentando a economia e beneficiando nossa população fora de feriados e da alta temporada”.

Este mercado combate a sazonalidade, pois movimenta e contrata serviços do segmento durante o ano inteiro, como espaços para as cerimônias, assessoria, decoradores, bufês, doceiros, cabeleireiros, músicos, entre outros. Para Fazzini, o impacto da atividade é importante, uma vez que os convidados, em geral vêm com toda a família, consomem hospedagem e alimentação, além de outros fornecedores locais turísticos.

Outras cidades da região

Em Bertioga, no ano passado, foram celebrados cerca de 25 casamentos na praia. Neste ano, até agora, foram quatro. As praias de Guaratuba e Indaiá são as favoritas.

 Para fazer a solicitação, é preciso dar entrada no serviço de atendimento ao contribuinte com ofício destinado à Secretaria de Turismo, informando a data, os dados do casamento, se pretende ou não montar alguma estrutura, anexar um croqui da cerimônia e demais informações.

A partir daí, o pedido será analisado, bem como a necessidade de licença, seja ambiental ou junto à Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Até que o processo de municipalização da gestão das praias seja formalizado e assinado, o órgão federal deve expedir a autorização

. A Sala do Contribuinte funciona na Prefeitura, na Rua Luiz Pereira de Campos, 901, das 9 às 16 horas. A taxa de protocolo é de R$ 32,24. O telefone é 3319-8032 e 3319-8089.

Em Santos, um decreto de 2014 estabelece as normas que autorizam a realização de eventos e atividades, de caráter provisório, em locais públicos, incluindo, aí, os casamentos na praia que também devem ter autorização da SPU, apesar de a Cidade ser gestora das praias. Documento com os detalhes da cerimônia deve ser apresentado ao Departamento de Eventos e Produção Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, com antecedência mínima de 45 dias da data prevista. Neste caso também serão avaliadas questões como produtos que serão utilizados, manipulação de alimentos e segurança.

A Prefeitura de São Vicente informa que o município ainda não assumiu a gestão das praias, que segue sob responsabilidade da SPU. Em casos de agendamento para o uso desses espaços, o órgão federal entra em contato com a Administração Municipal. O Escritório Descentralizado do órgão fica em Santos, na Rua Augusto Severo, 7 – 14º andar. O telefone é o 3219-7699.

Fonte: A Tribuna

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