Verão faz os preços de bebidas e comidas na praia variarem em até 75%

Aproveitar um dia de sol nas praias da Baixada Santista é um belo programa de verão. Porém, se não houver planejamento, pode se tornar um passeio bem caro.

Em pesquisa feita em praias de quatro cidades da região, A Tribuna constatou, por exemplo, que os preços de produtos como a água de coco apresentam uma variação de até 75 %. É o “custo-praia”.

A garrafa de água de 500 ml também pode representar grande desfalque ao bolso, pois tem diferença de preços de 66% no levantamento realizado em Praia Grande, São Vicente, Guarujá e Santos. Já no caso dos sucos naturais, o índice chega a 42% (veja detalhes no quadro abaixo).

O vendedor Ricardo Mariano, de 56 anos, e a sua mulher, a auxiliar administrativa Silvia Cristina, de 53, saíram de Osasco (SP), onde moram, para passar uns dias na Praia da Guilhermina, em Praia Grande. Dono de um apartamento na Cidade, o casal desceu a serra com a caixa térmica abastecida.

“É o jeito que encontramos para economizar, uma vez que as coisas na praia estão muito caras. E tiro como exemplo a cerveja. Aqui na praia os ambulantes cobram R$ 5,00 pela latinha. No mercado, pago R$ 1,99. O mesmo acontece com as batidas, que eles cobram R$15,00 no copo. Com esse dinheiro consigo comprar uma garrafa de pinga e fazer o litro inteiro de batidas”, comenta Ricardo.

O jovem casal Lucas Ricci, de 23 anos, e Caena de Oliveira, de 18, deixaram Pederneiras (SP), São Paulo, também pouco disposto a gastar nas areias da praia de Pitangueiras, em Guarujá.

“Trouxemos a nossa cerveja de Pederneiras. Lá, pagamos R$ 1,79 na lata. Aqui tá R$ 5,00. Se formos analisar, é uma economia de quase 50%”, diz Caena.

Ambulantes em festa

Apesar desses banhistas precavidos, os ambulantes das praias da Baixada Santista estão satisfeitos. E isso está diretamente relacionado aos lucros conseguidos desde o Natal.

“De 26 de dezembro pra cá, posso dizer que as vendas subiram entre 50% e 70%, em relação aos meses anteriores. E isso não se deve ao aumento de preços, porque mantenho os valores congelados há três anos. Não acho justo propor um valor o ano inteiro e na alta da temporada apelar com os turistas”, afirma Adriano Aloha, dono de um carrinho de bebidas, nas areias do Canal 3, em Santos.

Geise Kelly Santos, de 22 anos, administra um carrinho na praia da Guilhermina, em Praia Grande. Ela crê que as boas vendas seguirão até o Carnaval.

“Nos últimos dias, as minhas vendas aumentaram em mais de 100%, comparando com os outros meses. E isso é ótimo, porque é comesse lucro que mantemos o equilíbrio financeiro o resto do ano”.

Confira os preços (em R$)

 

Fonte: ATribuna

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